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A articulação temporomandibular (ATM) é uma das articulações mais complexas do corpo humano e compõe o sistema estomatognático, sendo assim, responsável pelos movimentos mastigatórios e pelas atividades mandibulares. Mesmo com o advento dos avanços tecnológicos e científicos das últimas décadas, o correto diagnóstico e tratamento da dor e disfunção craniofacial continuam sendo um dos mais difíceis e complexos problemas enfrentados pelos especialistas em relação aos tratamentos e procedimentos cirúrgicos em sí.


O profissional que trabalha com a disfunção da articulação temporomandibular (DTM) deve entender que todo tratamento deve ser de forma individualizada e reconhecendo que cada paciente reage de forma diferente mediante situações clínicas semelhantes. Consoante a isso, a chave para um tratamento completo é a compreensão não só das possíveis etiologias, mas também dos demais aspectos que serão utilizados no planejamento do tratamento. Quanto ao tratamento, em função dos problemas temporomandibulares serem frequentemente complexos, sugere-se terapêuticas iniciais cautelosas e a princípio conservadoras, de preferência minimamente invasivas e de caráter reversível, consistindo em medidas gerais, como: evitar alimentos duros ou volumosos, uso de fármacos (analgésicos, anti-inflamatórios não-esteroides, miorrelaxantes, ansiolíticos, e antidepressivos), fisioterapia, terapia cognitivo-comportamental, tratamentos ortodônticos e estabilização oclusal com dispositivos interoclusais (DIOs), além de outros.


O objetivo do tratamento é amenizar e controlar a dor crônica, recuperando a função do aparelho mastigatório, além de condutas adotadas de reeducação para redução de cargas adversas. As várias alternativas de tratamento tem por finalidade; controle, tratamento e eliminação do fator etiológico causador da disfunção articular, sejam por recursos clínicos e/ou tratamentos conservadores, ou mesmo, tratamentos cirúrgicos.Tratamentos ortodônticos, reabilitadores, ou cirúrgicos da ATM, não devem ser estabelecidos antes de assegurar que será benéfico ao longo prazo. Já as cirurgias devem ser procedimentos de exceção e não de eleição, visto que os bons resultados obtidos com os tratamentos clínicos são animadores.